Aquecedores: instalação adequada é indispensável

Principal cuidado deve ser com a ventilação dos ambientes

Quando o assunto é aquecedor de água, a instalação adequada do equipamento é indispensável. Para evitar acidentes com monóxido de carbono, é necessário garantir a ventilação permanente e a instalação de acordo com as orientações do fabricante e normas técnicas. Segundo a norma técnica ABNT NBR 13103, a abertura superior do ambiente que contém aparelhos a gás deve estar localizada a uma altura mínima de 1,50 m em relação ao piso acabado e a inferior, no máximo a 0,80 m deste piso. A soma total da área permanentemente ventilada deverá ser, no mínimo, de 600 cm² (400 cm², na superior, e 200 cm², na inferior).

A exaustão dos aquecedores deve ser tratada de forma prioritária, pois os acidentes, inclusive com morte, são derivados de falha nesse quesito, principalmente. Inicialmente deve ser observado o tipo de aquecedor que será instalado, se será de exaustão natural ou de exaustão forçada.

Os aquecedores de exaustão natural dependem inteiramente da ação física da convecção dos gases quentes para serem expulsos para fora do interior da edificação. Esse tipo de aquecedor é o mais comum de se encontrar nos apartamentos, nas lojas de departamento e são os mais baratos, por isso, a necessidade de maior atenção sobre eles. Outro cuidado importante é garantir que o diâmetro do duto seja mantido igual ao da gola (ponto de conexão com o aquecedor) até o terminal (peça em forma de tê vista do lado externo e que deve ser instalado na vertical). Também devem ser observados os limites da extensão do duto de exaustão. No trecho vertical, o cumprimento estrito da altura mínima de 35 cm, logo que sai da gola do aquecedor. Não há limite indicado para o trecho vertical para cima, mas quanto maior for, melhor. No trecho horizontal, este sim possui limite máximo na sua extensão e seu cálculo depende diretamente da altura na vertical disponível para a instalação da chaminé. De forma alguma poderá haver trecho que assuma em algum ponto a direção dos gases para baixo, por menor que seja.

Aquecedores de exaustão forçada apresentam a característica de possuírem um ventilador em seu interior que empurra os gases de exaustão para fora de sua câmara de combustão, de forma mecânica. Trata-se de produtos mais modernos, menores nas suas dimensões gerais, são mais seguros por terem dispositivos que desligam automaticamente diante de falhas críticas e são mais eficientes por conseguirem variar a quantidade de ar para reagir com o gás dispensado na câmara de combustão. Esse tipo de aquecedor possui diâmetros de chaminés menores que os de exaustão natural de mesma potência e não dependem de alturas mínimas para funcionarem. Cada fabricante orienta os limites máximos de comprimento de dutos, mas são, certamente, maiores que os de exaustão natural. Tantas vantagens embutem um custo maior, porém, muitas vezes válido.

“Saber antecipadamente a potência dos aquecedores permite a previsão de furações em vigas, nos diâmetros adequados evitando traçados fora da conformidade técnica e reduções que restringem a saída dos efluentes. Não há riscos de utilizar aquecedores a gás quando eles estão instalados em conformidade. O mais indicado é optar pela instalação dos aparelhos na área de serviço, que costuma ser o local mais arejado da casa”, afirma o engenheiro da Compagas, Alexandre José Domingues Gonçalves.

As válvulas de bloqueio também merecem atenção especial. Pela norma técnica ABNT NBR 15526, somente válvulas de esfera são permitidas nas instalações a gás. Para que cumpram seu papel de impedir o fornecimento do combustível, as válvulas devem estar em local de fácil acesso (preferencialmente o mais próximo possível do equipamento a gás), sem obstruções e protegidas contra o calor excessivo e danos físicos, além de atender as condições de vazão e pressão de gás demandadas pelo equipamento.

O Regulamento para Instalações Prediais de Gás – RIPGAS é o documento que estabelece os parâmetros e detalhamentos específicos para as edificações com gás natural, fornecendo informações sobre questões como dimensões dos abrigos, formas de fixação das tubulações e sistemas de ventilação. O material está disponível em http://compagas.com.br/index.php/normas-tecnicas.

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