Obras da estrada de cinzas de carvão no acesso ao Porto do Pecém alcançam 50% de execução

A aplicação, ambientalmente sustentável, é fruto de pesquisa desenvolvida pela EDP Brasil e pela Eneva em parceria com a Universidade Federal do Ceará. O investimento no projeto é de R$ 4,1 milhões

Com 1,3 quilômetro de extensão e 12 metros de largura, a estrada que liga a CE-085 às térmicas do Complexo Termelétrico de Pecém já está com metade de sua execução concluída e deve ser inaugurada ainda neste mês de janeiro. O Complexo é formado pela UTE Pecém I (sob a gestão da EDP Brasil) e pela UTE Pecém II (administrada pela Eneva). Nas obras de pavimentação da estrada de acesso estão sendo utilizadas cinzas de carvão. Esses resíduos, que são subprodutos da geração de energia elétrica, são aproveitados em duas camadas que formam a base da estrada. Em uma delas, as cinzas vão substituir 50% de solo comum. Na outra, vão representar 95% da composição.

A utilização de materiais alternativos em pavimentos rodoviários é uma tendência mundial. Diante da deficiência dos materiais convencionais, a indústria de pavimentos tem buscado inovações. As cinzas de carvão mineral estão entre os novos materiais que vêm sendo testados. Entretanto, até o momento, praticamente todas as pesquisas estão restritas a ensaios laboratoriais, o que torna a aplicação prática na estrada de acesso ao Complexo Termelétrico do Pecém praticamente inédita.

A pesquisa desenvolvida pelas térmicas é inovadora em âmbito nacional por aplicar estudos laboratoriais à construção e ao monitoramento de um trecho experimental de pavimentos contendo cinzas. A substituição do solo natural trará ganhos ambientais e econômicos. O principal é a possibilidade de evitar a exploração de jazidas naturais para extrair solo nativo, prevenindo a degradação ambiental. Além disso, a Universidade Federal do Ceará (UFC) vai elaborar um Manual de Uso contendo normas e instruções de serviço que servirão de apoio e incentivo à concepção de pavimentos com utilização das cinzas oriundas de termelétricas.

O estudo para o desenvolvimento do composto iniciou-se em 2015 e conta com participação da Universidade Federal do Ceará.  Ao todo, o projeto está recebendo um investimento de R$ 4,1 milhões. As obras para construção da estrada compreendem serviços de terraplenagem, sondagem, fundações, abertura de vias internas para passagem de tubulação subterrânea bem como sua recomposição, estruturas metálicas ou em concreto.

Carvão mineral em blocos de concreto

Essa não é a primeira pesquisa realizada pela EDP Brasil com o objetivo de reutilizar as cinzas de carvão mineral. Em 2016, a unidade administrativa da UTE Pecém empregou aproximadamente R$ 5,8 milhões em estudos para investigar a adição desses resíduos à massa que forma os blocos de concreto utilizados na construção das paredes, na massa do meio fio e no calçamento externo da unidade (tanto de passeio quanto de circulação de veículos).

Desenvolvida em parceria a Universidade Federal do Ceará e Faculdade de Tecnologia do Nordeste (Fatene), a composição utiliza 95% de insumo tradicional e 5% de cinza. As peças pré-moldadas são feitas com adição de cimento e de uma série de outros componentes. Os agregados mais tradicionais são areia e pó de pedra. Nesse caso, uma parte desses materiais foi substituída pela cinza.


Sobre a EDP no Brasil

Com mais de 20 anos de atuação, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. A Companhia, que tem mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, atua em Transmissão, Comercialização e Soluções em Energia, e possui sete unidades de geração hidrelétrica e uma termelétrica. Em Distribuição, atende cerca de 3,4 milhões de clientes em São Paulo e no Espírito Santo. Recentemente, adquiriu participação na CELESC, em Santa Catarina. No Brasil, é referência em áreas como Inovação, Governança e Sustentabilidade, estando há 13 anos consecutivos no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.


Sobre a Eneva

A ENEVA é uma companhia integrada de energia, com negócios complementares em geração de energia elétrica e exploração e produção de hidrocarbonetos. Seu modelo de negócios é centrado na gestão do reservoir-to-wire (R2W), geração térmica integrada aos campos produtores de gás natural. Com um parque térmico de 2,2 GW de capacidade instalada, a ENEVA equivale a 11% da capacidade térmica a gás natural instalada no País. Na parte de óleo e gás, é a maior operadora privada de gás natural do Brasil, com capacidade de produção de 8,4 milhões de m³ por dia. A companhia opera mais de 40 mil km² de área na Bacia do Parnaíba, no Maranhão, área equivalente ao tamanho da Suíça.

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