Álcool pode prejudicar a faringe e a laringe?

Álcool pode prejudicar a faringe e a laringe?

Beber uma cervejinha, ou demais bebidas alcoólicas, de vez em quando é algo prazeroso para algumas pessoas. Mas o que não pode ocorrer é a pessoa abusar do álcool. Você sabia que a ingestão em demasia causa uma série de problemas no seu organismo? 

Segundo pesquisas, o uso regular de álcool aumenta o risco de câncer na boca. Aproximadamente 50% de indivíduos com câncer de boca, faringe (amígdala) e laringe (voz) estão associados com o consumo pesado de álcool.  Se o indivíduo beber e fumar, o risco de câncer aumenta dramaticamente.

Outro problema é o ronco. Após a ingestão de bebidas alcoólicas à noite, aumenta-se o risco. Isso ocorre devido aos efeitos relaxantes do álcool nos músculos da faringe.

“Agora vamos pensar em uma festa ou um jogo de futebol. Você fala alto, grita e vibra. A voz, praticamente, sai prejudicada com o esforço das cordas vocais. Em resumo, ficam inflamadas e inchadas, o que deixa a voz rouca.  Sabe o que o álcool faz? Piora essa situação” explica o médico otorrino da Coorlece, Franzé Barros de Oliveira.

O especialista é ainda mais enfático ao alertar sobre mais uma implicação relacionada ao consumo de álcool. “Favorece infecções e situações como o refluxo gastroesofágico. O refluxo é o retorno do conteúdo do estômago, o suco gástrico, ao esôfago, podendo chegar até a laringe (nível das cordas vocais). O álcool potencializa muito o refluxo por relaxar a musculatura do esfíncter do esôfago, que deveria permanecer fechado a maior parte do tempo”, pontua Franzé. 

Em geral, são pessoas predispostas ao refluxo que, quando ingerem álcool, têm uma piora acentuada dos sintomas. Estes sintomas podem ser dores de garganta, rouquidão e pigarro.

“Moderação é a regra. As comemorações podem incluir bebida alcoólica, mas sempre lembrando que o excesso pode causar prejuízos importantes”.

O álcool tem sido associado à supressão do sistema imunológico, o que deixa o usuário crônico mais suscetível à várias doenças infecciosas. O consumo também aumenta o risco de pneumonia e tuberculose.

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